EN | ES

 

 

Os limites são um elemento fundamental no design de permacultura.

 

Presentemente o principal trabalho relacionado com limites baseia-se no desenvolvimento de corta-ventos e delimitação das zonas segundo a visão da permacultura.

 

Os corta-ventos são extremamente importantes. Não só ajudam na criação de microclimas, diminuindo as correntes de ar quente e seco estivais que no nosso clima desidratam completamente as plantas como também permitem que no inverno o ar frio não as gele, auxiliando na formação de geadas menos intensas. Também podem ser um bom refugio para muitos pequenos animais e insectos, incrementando a diversidade e assim beneficiando todo o ecossistema que constitui a quinta e a zona.  

 

Um corta-vento é em si mesmo um universo, um grande projecto, onde conceitos como a multifuncionalidade e a sucessão natural estão presentes ou se podem aplicar. No nosso caso, estamos a trabalhar num corta-vento geral no limite norte da quinta, de onde os ventos de verão predominam e num corta-vento local na horta de curto termo.

 

Um corta-vento não deve ser uma parede, mesmo que de árvores, por exemplo uma parede de ciprestes. Este facto deve-se a fenómenos de dinâmica do ar que ao bater numa estrutura vertical, muda repentinamente de direcção, acelerando para cima, indo depois entrar na quinta vindo de cima e possivelmente com mais força. Seria erróneo pensar que o ar em movimento iria para na parede. Assim, um corta-vento deve ser concebido em forma de rampa para o ar em movimento possa mudar gradualmente de direcção passando por cima do espaço a proteger. Existe um relação bem conhecida entre altura e largura do corta-vento e a área consequentemente protegida. Porém, devido à forma como é feita a divisão do território em propriedades mais pequenas nem sempre é possível a implementação de um esquema ideal em rampa. Este é o nosso caso. Assim, a opção é pelo menos desenvolver um corta-vento com muita diversidade entre árvores e arbustos de folha perene.

 

Como espécies perenes, utilizamos os sobreiros já existentes no terreno, o medronheiro, o loureiro, a giesta, a oliveira em forma arbustiva (de preferência o zambujeiro), o tagasaste (Chamaecytisus prolifer), o alecrim, a murta, a alfazema, o folhado (Viburnum tinus), etc. Com esta composição criamos um corta-vento misto com formas irregulares.

 


Limites e caminhos

/album/limites-e-caminhos/cimg3798-jpg2/
/album/limites-e-caminhos/cimg3807-jpg2/
/album/limites-e-caminhos/cimg3810-jpg2/
/album/limites-e-caminhos/cimg3824-jpg1/
/album/limites-e-caminhos/cimg4611-jpg2/
/album/limites-e-caminhos/img-20150321-wa0000-jpg1/
/album/limites-e-caminhos/img-20150703-wa0004-jpg2/

—————